Digitalizando Negativos

Ganhei uma câmera nova no natal. É uma Lomography Spincam 360. A câmera é fantástica! Ela faz fotos girando, em 360 graus, em negativo. Sim, é uma câmera analógica. Sem problemas, esta não é minha única câmera de filme. Basta mandar o filme revelar que as fotos voltam digitalizadas, em um cd, como todas as outras vezes, certo?

Não. As fotos ocupam um espaço bem maior no negativo e o tiozinho do laboratório disse não ter como digitalizar aquelas imagens. Então ele apenas revelou o filme e me entregou o negativo inteiro, sem cortar – ainda bem.

Nem me preocupei muito no início, já tinha lido sobre digitalização de negativos “caseira”, bastava uma caixa, luzes e depois seria só fotografar os negativos contra a luz, tratar no Photoshop e pronto, certo? Errado e novo! Não é tão simples quanto parece.

Precisava de uma caixa de luz! Peguei uma pequena caixa de papelão e forrei com papel alumínio, coloquei uma lâmpada dentro e papel vegetal como “fundo branco”, pra tapar a luz e servir de anteparo para os negativos. Só isso, mais nada. Os primeiros resultados foram bastante frustrantes. Primeiro, não conseguia tratar direito as fotos no Photohop. Depois percebi que o papel vegetal deixava muitas marcas nas imagens, afinal, é um papel. Dá pra ver perfeitamente as fibras do papel nas fotos. As primeiras imagens ficaram lavadas, sem contraste e meio azuladas. Sem contar que o negativo nunca ficava esticado direito e as boardas das fotos sempre ficavam distorcidas.

Ainda na base da gambiarra, tentei dar uma incrementada no meu “scanner de negativos caseiro”. Pra acabar com a textura involuntária de fibras de papel pensei em afastar os negativos, fazendo o fundo ficar desfocado. Desmontei dois porta-retratos pra pegar as plaquinhas de vidro deles. Fiz um sanduíche com os vidros e o negativo e dei um jeito de prender isso em frente a caixa de luz, mais ou menos assim:

Essa gambiarra é um scanner caseiro de negativos!

Mesmo assim ainda não estou satisfeito com os resultados. O vidro tem pequenas ondulações que deixam algumas distorções bizarras nas imagens. E a variação da luz também fez com que as imagens ficassem mais escuras em alguns pontos.

Diante dessa frustração, já estava quase comprando um scanner de negativos. Até achei o preço aceitável e ainda poderia digitalizar negativos pra galera. Mas qual seria a diferença de comprar em um belo domingo a tarde ou esperar até a segunda-feira? Achei que valia a pena dar uma pesquisada mais profunda.

Descobri, por exemplo, que aquelas mesas de luz se chamam negatoscópios. Tem luz calibrada e seriam o ideal pra usar como contra luz. São baratas também, mas onde eu compro isso pela internet?

Também descobri que existem duplicadores de slides, que na verdade nada mais são do que tubos com suporte para os negativos em uma ponta e uma forma de prender o tubo na lente da câmera na outra.

Então acho que vale a pena mais alguns testes. Quem não pensou em uma lata de Pringles? Então. Ainda hoje vou testar isso. Tenho alguns tubos pra transformar lentes comuns em macro, o que pode ser bem útil também. Pena que a minha querida esposa jogou fora todos os meus tubos de Pringles que eu tinha no meu kit DIY HomeStudio.

2 thoughts on “Digitalizando Negativos

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