Digitalizando Negativos, parte 2

Continuando com as minhas experiências para digitalizar negativos em casa, sem ter que comprar um scanner de negativos. Aproveite e leia a primeira parte desta saga.

Nas minhas pesquisas por uma maneira de escanear os negativos em casa, sem precisar comprar um scanner de negativos, me deparei com este objeto, chamado “duplicador de slides”. Nada mais que um tubo que serve de suporte pra segurar o slide, ou negativo, em frente a lente da câmera permitindo que você aponte para alguma fonte de luz e fotografe.

Minha esposa fez o sacrifício de comprar, e comer, uma lata de Pringles pra que eu pudesse testar essa solução antes de voltar a pensar em comprar o bendito scanner de negativos.

Dei muita sorte de ter uma lente que encaixa perfeitamente na lata de Pringles então não precisei emporcalhar a lente com fita adesiva. A lata encaixou bem por dentro do para-sol, usei apenas alguns elásticos pra que a lata não ficasse soltando toda hora. A lente é uma Tamron 28-75mm f2.8 que usa filtro de 67mm, aliás.

Tirei o fundo da lata e fiz uma máscara para o negativo com a cartolina de uma caixa de cereais. Ficou meio tosco, mas pra testar era suficiente.

Duplicador de Slides de verdade

Esse é o duplicador de negativos de verdade.

E esse é o "duplicador de negativos" tosco do Big!

Infelizmente os resultados foram ainda piores do que a minha gambiarra anterior, com os vidros do porta-retrato.

Também consegui um acrílico branco leitoso, que aliás é o que aparece na foto aí em cima, de uma luminária da casa do meu irmão. Achei que valia a pena testar a minha caixa de luz com esse novo anteparo, mas os resultados não foram muito melhores dos que consegui com a gambiarra dos vidros de porta-retratos. Mas foram os melhores até agora.

Primeiros testes digitalizando negativos

Ok, você pode até aceitar essa imagem como boa, mas eu... não.

Enfim, fiquei bastante frustrado e a idéia de comprar um scanner de negativos voltou a habitar minha cabeça. Sem contar o trampo de montar tudo, fotografar os negativos um a um manualmente, inverter as cores, tratar a imagem e emendar todas elas depois. Outro problema é que, depois de tratadas, as cores não ficavam muito homogêneas nas fotos emendadas.

Eu vi gente conseguir resultados incrivelmente melhores que os meus nas minhas pesquisas e isso me deixava ainda mais frustrado com os meus resultados. E também não queria gastar dinheiro pra “melhorar” as minhas gambiarras. Se fosse pra desembolsar uma grana, gastaria comprando o tal scanner de negativos.

Comecei a pesar os prós e os contras. Lembrei de um projeto que eu tinha de digitalizar a pilha de fotos da minha infância que minha mãe tem guardadas e a idéia de investir uma grana em um scanner começou a fazer muito mais sentido pra mim. Se for pra comprar um scanner, que seja um scanner que digitalize os negativos.

One thought on “Digitalizando Negativos, parte 2

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