Diário de Viagem dia 13: fui visitor Jim Morrison!

Já que estava em Paris, não me custava ir fazer uma visita ao túmulo de Jim Morrison. Ele está enterrado em Père-Lachaise, um dos cemitérios mais distantes de onde estávamos hospedados. E visitar cemitérios faz parte do meu trabalho, digamos assim.

Então pegamos o metrô, fizemos duas baldeações até descermos na estação em frente ao cemitério. Até comprei um mapa do cemitério, que é bem grande e tem outras “celebridades” enterradas lá, como o pianista Chopin, o químico Gay Lussac, Oscar Wilde e Alan Kardek.

Primeiro fomos ao túmulo do Jim. É onde quase todo mundo que entra nesse cemitério vai. O túmulo dele é cercado e não se pode chegar muito próximo. Li no guia de Paris que eu comprei que as famílias das pessoas que estão enterradas nesse cemitério vivem reclamando dos “malucos” que frequentam o túmulo do vocalista do The Doors. Já existiram pixações indicando o caminho e a lápide do túmulo dele já foi roubada algumas vezes. Mas mesmo assim é cheio de flores e mensagens dos fans. Achei que seria um túmulo grande, mas é um túmulo bem simples até, como outro qualquer. Encontramos muita gente lá. Alguns ouvindo Doors, outros cantando, gente nova e gente “das antigas”. Tem uma árvore bem em frente, cheia de mensagens e trechos das letras das músicas dele.

Depois resolvemos visitar outros túmulos, já que estavamos lá mesmo, não custava nada. Passamos pelo Chopin, cheio de gente em volta também, depois procurei o Gay Lussac mas não encontrei. No caminho para sairmos do cemitério encontramos o túmulo do Alan Kardek. Tinha um busto dele lá e o túmulo estava cheio de flores. Encontramos uma brasileira bem em frente o túmulo. Depois tentei tirar uma foto fazendo “chifrinho” no busto dele, mas encheu de gente em volta. É sempre assim, basta tirar a capa da lente que as pessoas aparecem!

Saindo do cemitério a Damaris tinha que comer uma baguete. Aliás, a Damaris sempre precisa parar pra comer. Sempre no caminho pra algum lugar, ou ela precisa comer ou precisa desesperadamente ir ao banheiro.

Já era meio tarde e a gente ainda queria ir até a Catedral de Notre Dame. Também era um pouco longe dali, então mais uma vez pegamos o metrô. Descemos na estação da Ile de la Citè, bem próximo a Notre Dame. A catedral, aliás, é bem grande e pra variar não coube na lente. A fachada da catedral é chia de gárgulas! É muito bonita. Pra variar, tinha uma fila razoável pra entrar e a gente desistiu. Tinhamos planejado dar um passeio de barco pelo Rio Sena então não tinhamos muito tempo. Ficamos andando em volta dela pra eu fotografar. Depois fomos embora de metrô.

Em frente a Catedral tinha um grupo de dançarinos, “artistas de rua”, muito bons! Ficamos ali vendo eles dançarem alguns minutos. Vimos muitos artistas de rua em Paris, principalmente no metrô, mas esses foram os melhores!

A Catedral de Notre Dame é outro ponto onde existem os aproveitadores de turistas. Tem muito turista. De todos os lugares. Por isso também tem bastante polícia e a presença do exército. Soldados andando com metralhadoras enormes bem a vista das pessoas. Não sei se me sinto mais seguro com isso, mas pelo menos os soldados estavam avisando os turistas sobre os golpes. Logo que chegamos, veio a “romena sofredora” perguntando se a gente falava inglês (lembra de quando chegamos, no metrô?), já tinha aprendido a lidar com elas e saí falando em português, logo ela desistiu. Depois quando já estavamos indo embora, veio os indianos com o “abaixo assinado da Unicef”, você assina e ele fica te pedindo dinheiro insistentemente. Fica a dica pra quem vai viajar.

Essa foi a primeira vez que usamos o metrô em um horário de pico. Na estação já tinha bastante gente e nós ainda deixamos passar o trem algumas vezes pra ver se eles se esvasiavam mas todos estavam sempre bem cheios. Então não teve jeito, entramos com o trem cheio mesmo. Um cheiro insuportável de “cc” dentro (a lenda de que os franceses não tomam banho é verdadeira!). Mas ainda bem que durou pouco, quando trocamos de linha os trens já estavam bem tranquilos.

Descemos na estação próxima a Torre Eiffel pra pegarmos o passeio de barco. Escolhemos um com direito a um “jantar”. Ficamos bem na frente da fila, pra escolhermos um bom lugar no barco. Mas foi bem decepcionante esse passeio. Quando estávamos embarcando começou a chover, então todas as pessoas acabaram ficando na parte de baixo do barco (os barcos tinham dois andares, um embaixo, com um bar e outro em cima, aberto) e um grupo de estudantes americano entrou no barco e tomou conta do bar. Foi irritante. Eles não se importavam em ver os lugares nem se davam conta de onde estavam. Só queriam comer. Quase não deu tempo de comermos o nosso “jantar”, aliás, outra decepção, o jantar era um macarrão instantâneo, feito no microondas, e o vinho servido em um copo plástico. Mas até que estava gostoso. Depois eu só me preocupei mesmo em comer, não ia conseguir ver muita coisa mesmo, as janelas estavam todas respingadas e tinha muita gente em volta. Saímos do barco decididos a dar outro passeio durante o dia, no dia seguinte. Não tinhamos muito mais o que fazer, já era o último dia mesmo.

Quando desembarcamos, em frente a Torre Eiffel, estava chovendo. Felizmente deu pra gente comprar um chocolate quente pra compensar a chuva que tomamos voltando pro hotel. Tivemos que voltar bem rápido porque a chuva estava meio forte nessa hora.

Notas:

  • Turistas japoneses são meio malas as vezes, mas nada se compara aos adolescentes americanos!
  • Flagramos um garoto fazendo xixi nos jardis de Notre Dame!
  • Alguns dos “artistas de rua” merecem um trocado!
  • Metrô em horário de pico é igual em todo lugar.
  • As francesas são cheirosas, mas o metrô cheio cheio de gente no fim do dia fede!

Diário de viagem dia 12: DISNEY!!!

Nossos amigos cariocas já nos deram a dica de como chegar lá de trem: metrô até a estação Nation, depois RER até a estação da Disney. Muito fácil. O detalhe é que a linha do RER se divide. Então na mesma estação param trens na mesma direção mas com destinos diferentes. Dentro do trem tem um painel com luzinhas nas estações que vão se apagando conforme o trem vai passando pelas estações, é só prestar atenção que não tem erro. A quantidade de gente com crianças também ajuda, basta seguir as crianças! A viagem é meio longa, o trem para bastante e não é tão rápido como o metrô. Leva uns 40 minutos pra chegar na estação da Disney.

Quando chegamos na estação todo mundo desceu. Então acompanhamos o fluxo de pessoas. Só que pra sair da estação precisávamos do bilhete do RER. Na estação Nation, usamos nosso bilhete de metrô pra pegar o RER, mas pra sair ele não abria as catracas. O bilhete do RER é mais caro que o do metrô, então deveriamos comprar um bilhete de RER antes de sair.

Muita gente ficou presa na estação, sem saber o que fazer. Encontramos brasileiros perdidos, turistas japoneses, mexicanos e até franceses presos na estação. Alguns forçaram as catracas e conseguiram sair na força. Um grupo de patricinhas brasileiras fantasiadas de barbie pularam as catracas. Imaginem a cena: quatro garotas, todas arrumadas, bonitas e maquiadas, se descabelando pra jogar suas bolsas (que não eram pequenas) por cima da catraca pra pular depois. E não pense que foram só elas que fizeram isso não. Quem começou foram os turistas franceses. Depois de um tempo, alguém abriu a catraca para cadeirantes, alguém que trabalhava na estação mesmo, que viu nosso desespero pra sair. Finalmente saímos da estação.

A estação é dentro do complexo da Disney. Quem já foi na Disney de Orlando sabe como é a Disney, mesmo fora dos parques tudo é incrivelmente limpo, arrumado e temático. Mais uma vez a enorme fila que se formou foi para a revista de segurança. Malas, bolsas e carrinhos de bebês passam pelo raio-x, as pessoas por detectores de metal.

Compramos um bilhete para os dois parques, o Disney Studios que é equivalente ao MGM de Orlando, e o Disneyland, equivalente ao Magic Kingdom. Os parque são fantásticos, seguem o padrão Disney de qualidade. E aqui em Paris, são uma versão “petit” dos parques de Orlando. Alguns dos brinquedos são idênticos, como o Twilight Tower of Terror.

Praticamente não existia fila pra nenhum brinquedo. Deu pra gente andar em tudo, sem esperar muito. A única coisa que nos atrasava é a mania da Disney de fazer uma introdução pra cada brinquedo. Até nas montanhas russas tem introdução!

Na fila do primeiro brinquedo conhecemos dois brasileiros de Natal, muito gente boa os caras, depois passamos o dia todo com eles. Uma pena que no final do dia, pouco antes do parque fechar, eu e a Damaris quisemos andar de novo nas montanhas russas e eles queriam ver a parada dos personagens da Disney, então combinamos de nos encontrar no Disney Village, mas não nos encontramos mais. E nós ainda fizemos muitas compras depois que os parques fecharam.

Como não tinha fila nenhuma, andamos em tudo! E no final ainda demos uma correria pra andar mais uma vez na Space Mountain, antes de fechar. Aliás, as duas melhores montanhas russas dos parques: RockRollerCoaster e SpaceMountain!

A noite, depois das compras, voltamos pro hotel direto. A gente chegou 22h30! Quase perdemos o último trem pra Paris! Mas deu tudo certo. Detalhe que pra voltar não teve jeito, nossos bilhetes de metrô não funcionaram e tivemos que comprar o passe do RER.

Diário de viagem dia 11: La Gioconda e a Torre Eiffel

Acordamos cedo pra evitar filas no Museu do Louvre. Fomos até lá de metrô, que em Paris é fantástico, chega em todo canto da cidade e tem estações em todos os lugares. Aproveitei e comprei um pacote com 10 tickets, fica mais barato do que ir comprando pra cada vez que fossemos a algum lugar e também porque já sabia que ia usar bastante o metrô.

Tem uma estação de metrô bem embaixo do Louvre. É muito legal você descer do trem e já dar de cara com aquela pirâmide de vidro invertida. Esse lugar se chama Carrousel du Louvre, é uma espécie de galeria com as bilheterias do museu, os folders com os guias, audio-guides, lockers e chapelaria, e lojas. Tem Starbucks e até Apple Store lá! Comprando ingressos pro Louvre encontramos um grupo de brasileiros de Fortaleza. Tem muito brasileiro em Paris!

Pra entrar no museu a maior fila é a da segurança. Você precisa passar por detectores de metais e por bolsas e mochilas no raio-x. Pra entrar no museu mesmo, quase nenhuma fila. Deixamos os casacos e a mochila no locker e entramos no museu. Escolhemos entrar pela entrada mais próxima da Gioconda. (nesse moment saímos do túnel sob o canal da mancha, entramos no reino unido) É a entrada onde tem as estátuas, umas das áreas mais interessantes do museu. Eu não sou muito apreciador de artes, mas as estátuas são fantásticas. Incrivelmente detalhadas.

No folder com o guia do museu é pedido para os turistas não fotografarem as obras. Mas estranhei quando fui deixar a mochila no locker e o atendente me pediu para levar todas as câmeras, disse que nada de valor poderia ficar na mochila. E assim que entramos já demos de cara com um grupo de japoneses fotografando tudo, frenéticamente. É um absurdo como eles fotografam tudo! Japoneses fotografam tudo!! É irritante. Eles são estúpidos, andam em grupos enormes e vão te empurrando, te tirando da frente dos quadros pra fotografar. Tinha um japa que fotografava quadro a quadro! Inacreditável. Duvido que ele vá ver todas essas fotos depois.

Também vimos uma mulher que ficava tirando fotos na frente dos quadros. Ela fazia pose enquanto o filho dela – parecia ser filho dela – fotografava. Encontramos essa mulher várias vezes no museu, fazendo isso em quase todo quadro! Aliás, me diverti mais vendo ela fazer poses engraçadas do que com os quadros.

Depois eu perdi o medo de fotografar. Tirei algumas fotos, mas apenas daquilo que realmente impressionava. Alguns detalhes das esculturas ou um quadro ou outro. A bateria da minha câmera estava acabando então eu ia ter que economizar.

Por todos os lado que você olha no Louvre tem uma placa indicando a direção da “La Gioconda”. Então não foi difícil chegar até ela. Bastava apenas acompanhar o fluxo maior de pessoas. Eu achei que seria algo impressionante, mas é um quadro bem pequeno. Mais impressionante que o quadro são as pessoas olhando pra ele. Também achei que, pelo menos desse quadro, as pessoas seriam impedidas de fotografar, mas nenhum segurança fazia nada, as pessoas fotografavam a Gioconda frenéticamente! Eu tentei fotografar as pessoas olhando e fotografando o quadro mas a guardinha que ficava ao lado do quadro não deixou. Disse que eu poderia fotografar as pinturas, mas não as pessoas. Estranho né?

Depois disso a gente não tinha mais interesse em ver muita coisa, ficamos andando meio perdidos pelo museu, que é enorme. A gente acabou achando algumas coisas do Egito antigo, umas ruínas do que era o Louvre na era medieval e depois disso fomos embora. Quando a gente saiu, a fila pra entrar era enorme. Ainda bem que chegamos cedo!

Saindo do Louvre, fomos caminhando pela Champs Elysees até o Arco do Triumpho. No mapa, até parece que a caminhada seria pequena, mas a avenida é longa. Só pra sair dos jardins do Louvre a caminhada já é grande. Depois atravessamos a Place de la Concorde toda só pra depois chegarmos na Champs Elysees. No começo eu estranhei, sempre ouvi dizer que essa era a avenida das lojas chiques de Paris, mas no começo dela ela mais parece um parque. Cheia de árvores e bancos, tem wifi e bastante gente andando.

Depois de um tempo chegamos nos quarteirões onde ficam as lojas. Nessa altura do dia a gente já estava precisando de um banheiro. Na França, as grandes lojas e galerias não são obrigadas a terem banheiros públicos. Entramos na Fnac e na Virgin até que um segurança nos informasse que se precisássemos de banheiro teriamos que ir a um restaurante e consumir alguma coisa. Aí a gente acabou indo a um McDonalds. Os banheiros por aqui são fedidos e conjuntos. Homens e mulheres usam a mesma pia. Apenas existem lados opostos para fazerem o que realmente precisam fazer. E como não tem muito banheiro disponível, é certo que você vai encontrar uma fila pra poder se aliviar. E a fila das mulheres é sempre maior. É nessas horas que agradeço por ser homem…

Depois de andarmos muito, finalmente chegamos no Arco do Triunfo. Ele é enorme, dá pra ver de longe ainda na avenida. Quando chegamos o tamanho dele impressiona. Ele fica no meio de uma rotatória. Não existe sinalização nem nada. Dali os carros entram e saem por todos os lados. Já ouvi dizer que seguro de carro em Paris não cobre acidentes nesse lugar. Imagina a confusão. Ainda bem que existe uma passagem subterrânea para os pedestres poderem chegar até o arco, seão seria praticamente impossível chegar até embaixo dele pela quantidade enorme de carros que passam por ali. Pra variar ele não cabe na lente. Mas dessa vez ele não coube em câmera nenhuma. Pra fotografar ele todo de uma vez só de muito longe mesmo. Só quando chegamos lá que eu descobri que a gente poderia subir até o topo dele. Mas estava fechado devido a greve. Mas dessa vez não fez diferença nenhuma, estava tão cansado que eu não subiria as escadas nem que fosse de graça.

Mas, mesmo cansados, ainda caminhamos até o Trocadero, onde hoje está o Palácio de Chaillot. Ele fica do outro lado do Rio Sena bem em frente à Torre Eiffel. Tem umas escadarias enormes e dá pra fotografar a torre melhor dali.

Depois, atravessamos o rio em direção a torre. Dessa vez pra irmos até o topo. Em baixo dela, filas enormes. Você pode subir de escadas até o primeiro andar pra pegar o elevador até o topo ou ir de elevador desde os pés até lá em cima. De escada é mais barato, mas como a diferença de preço é pequena é óbvio que fomos de elevador. Você pode escolher em qual dos quatro “pilares” da torre você quer subir. Tinha uma fila enorme, que chegava até praticamente a Champ de Mars, e outra fila menor, bem menor. E claro que escolhemos essa fila. Estranhamente, as grande maioria das pessoas iam para a fila maior. Não sei porque. Foi quando uma brasileira disfarçada (explico depois) nos perguntou se aquela fila era apenas para comprar os ingressos, se dava pra subir na torre a partir daquele pilar. Eu disse o que o guarda tinha me dito quando eu perguntei, todos os pilares permitem subir. Mas ela desconfiou e foi pra fila maior também.

Foi aí que conhecemos um grupo de brasileiros, cariocas, que estavam bem atrás da gente na fila. Eles nos ouviram falando em português com aquela moça e a gente começou a conversar. Aliás, em Paris tem muito brasileiro. Tanto de férias como trabalhando por lá, as vezes você nem precisa falar inglês. Depois disso, ficamos todo o passeio pela torre com os cariocas. Muito bom poder conversar em português. Foi bom também porque eles nos deram várias dicas, tanto de Paris como de Londres – eles vieram de lá, e nós estamos indo pra lá depois de Paris.

No “primeiro andar” da torre é onde tem o restaurante. Caro, muito caro. E ouvi muito parisiense dizendo que a comida de lá não é boa. Do primeiro andar é onde se pega o elevador até o topo. Se o primeiro andar já é bem alto, imagina o topo. Da pra ver o Louvre, Notre Dame, o Arco do Triunfo, La Defense, uma extensão enorme do Rio Sena… É fantástico. Como subimos no por do sol, deu pra ver as luzes da cidade se acenderem lá de cima. Paris é uma cidade linda. Até agora foi a melhor experiência que tivemos durante toda a viagem. O frio lá em cima é quase insuportável, ainda mais com o vento. Mas valeu a pena. Valeu cada centavo, cada minuto de espera na fila. Lá em cima tem dois andares, um todo fechado, com aquecedor, e outro em cima, aberto, apenas com uma grade pra evitar que malucos tentem se jogar de lá – procure na internet porque muitas pessoas já tentaram isso!

Eu não queria mais descer. Por mim ficava la em cima até fechar. Mas eles pedem que você não demore porque a quantidade de gente lá em cima é limitada. Se você não desce, outra pessoa não pode subir. Aliás, demoramos pra subir porque o topo estava lotado. E eu também queria fazer algumas longas exposições da torre, lá de baixo.

Nos despedimos dos nossos amigos cariocas e eu e a Damaris ainda ficamos um tempo na Champ de Mars, olhando a torre a noite. Toda iluminada, de tempo em tempo ela “brilha”. Uma série de flashes ficam piscando. Fica meio feio na foto, mas olhando ao vivo é muito legal.

Notas

  • Custe o que custar, suba na torre, até o topo!
  • Podem dizer o que quiserem, se eu voltar a Paris um dia, não vou ao Louvre de novo.
  • O metrô de Paris é incrível! Chega a todos os lugares possíveis da cidade!
  • Algumas estações de metrô cheiram xixi, de acordo com a Damaris.
  • Se você não quiser encontrar brasileiros, não vá a Paris. Em apenas dois dias na cidade, já encontramos brasileiros de Fortaleza, São Paulo e do Rio de Janeiro.
  • Suba na torre, até o topo, vale a pena!
  • A água de Paris é meio salgada. Experimentamos várias marcas e nenhuma tem o gosto das águas minerais que temos no Brasil.
  • Até agora, todo mundo nos atendeu muito bem. É lenda que em Paris as pessoas são arrogantes e mal educadas. E mesmo quem não fala inglês se esforçou pra nos atender bem.
  • McDonalds e Subway é uma pechincha.
  • Entre nos supermercados franceses! É bem legal!
  • Já disse pra subir na torre? Até o topo? Pode ir que vale muito a pena!

Diário de viagem dia 10: de Bruxelas para Paris!!

Enfim um dia que deu pra gente acordar mais tarde. Mas só um pouquinho. O trem para Paris saia 11h13. Então deu pra gente tomar café mais devagar.

A gente saiu do hotel eram 10h00 da manhã. Era só pegar o metrô pra estação. Dessa vez, eu queria garantir que chegaria no lugar certo e perguntei qual direção tomar no balcão de informações, aí que o funcionário do metrô me explicou o que eu deveria fazer e me mostrou onde ficavam as “catracas”. Na verdade, não existem catracas. Você deve ir invalidar seu bilhete em um totem próximo à plataforma. Dessa vez pagamos os bilhetes.

Embora a gente fique meio perdido quando chega em um lugar que não conhece, não é difícil de entender pra onde ir pela sinalização. O problema é quando a sinalização está em uma língua que você não consegue nem imaginar o que está escrito. Mas não tivemos maiores problemas. Percebemos que outras pessoas do metrô também estavam indo pra Paris e procuramos não perder elas de vista. Ainda perguntei mais uma vez no balcão de informações só pra garantir. Depois do apuro que passamos em Frankfurt, por conta dos painéis quebrados, não queria correr o risco de ir parar em outro lugar.

O trem é muito confortável, tem até internet Nós viajamos de Thalys, uma das companhias de trens internacionais. Existem outras, são como companhias aéreas. A pontualidade do trem é fantástica. Na passagem estava marcado 11h13, e o trem saiu exatamente nesse minuto. Anunciaram que o trem chegaria 12h22. E chegamos em Paris exatamente 12h22. Incrível!

Pra irmos pro hotel em Paris usamos o metrô. Como sempre, olhei no Google a estação mais próxima. O problema é que onde chegamos, a estação é um ponto de interligação de várias linhas de metrô, então tinha muita gente. Por causa da greve, os balcões de informação não estavam funcionando. Imagina a confusão, um monte de turista chegando querendo pegar o metro todo mundo perdido. Olhei no mapa a linha e encontrei a estação que precisava descer. Só faltava os tickets. Só era possível comprar nas máquinas de auto atendimento. Seria simples, se não tivesse tanta gente perdida tentando usar a máquina. Ela tem uns controles meio diferentes, demora um pouquinho até a gente aprender a lidar com ela. Mas não tivemos problemas.

Pegamos o trem. De repente o trem foi ficando cada vez mais lotado. Era gente entrando com faixa, placa, até tambores! Era a greve geral de Paris. Alguém me disse que se você for a Paris provavelmente verá alguma greve ou manifestação. Começou a ficar insuportável! Foi quando uma senhora puxou conversa comigo. Expliquei que era um turista e ela começou a me explicar, em inglês, que o metrô não é assim todo dia, que era apenas por causa da manifestação. Nós precisávamos trocar de linha na estação Montparnasse, exatamente onde a manifestação estava acontecendo – Montparnasse é uma praça – então a estação estava absurdamente lotada! E a gente com toda a nossa bagagem subindo e descendo escadas. Muitos policiais e muitos turistas. Os policiais, aliás, nos ajudaram a encontrar a plataforma para pegarmos o trem até o nosso hotel. Ainda bem que dessa vez foi bem tranquilo.

O hotel é bem ao lado da estação Dupleix. E muito próximo da “Iron Lady”, a Torre Eifel. Óbvio que deixamos as malas no hotel e já fomos imediatamente pra lá!

E a Torre Eifel é linda! É fantástica. Muito mais impressionante do que o Atomium ou qualquer outra coisa que eu já tinha visto. Enorme. Alta. Imponente. É um dos lugares que você já viu em fotografias, já viu na tv, já viu em filmes, mas quando você chega, quando você olha pra ela pela primeira vez é fantástico. A Damaris chorou. E eu gastei um cartão de memória inteiro só com fotografias da torre. Claro, pra ela aparecer inteira, só de longe. Da próxima vez que vier a Paris, trago uma GA bem grande.

Infelizmente, nesse dia não deu par gente subir por causa da greve. Mas claro que a gente ia voltar, nem me preocupei muito. Aproveitei o por do sol pra tirar fotos e andar um pouco nas margens do Rio Sena. Dar uma expeculada nos barcos e ver quanto custa o passeio.

Em Paris tem muito turista. E por conta disso tem muito aproveitador também. Ainda na estação, chegou uma moça, com cara de sofrimento e me perguntou se eu falava inglês. Respondi que sim e ela me deu um bilhete, em inglês, pedindo dinheiro. Eu dei umas moedas, mas a moça ficou insistindo. Dei bobeira, acabei deixando que ela visse que tinha mais dinheiro na carteira. Foi difícil me livrar dela. Só depois a gente entendeu o que era. Elas chegam, e ficam pedindo dinheiro insistentemente e é complicado se livrar dela!

Mais tarde, passeando pela Champ de Mars, vieram outros dois caras, um jamaicano e outro que não me lembro de onde era, mas já estou achando que tudo era história deles. Começaram a amarrar umas pulseirinhas nos nossos braços. “Brasil, Pelé, Ronaldo, Lula…” Muito bons de conversa os dois. Depois o cara queria 10 Euros pelas pulseiras! E eram umas pulseirinhas de linha, não valia nem 50 centavos! Falei que não ia pagar, que viajamos com dinheiro contado e o cara deixou por 5, as duas. Acabei soltando uns palavrões em portugês de raiva!

Depois voltamos pro hotel. A gente precisava preparar o passeio do dia seguinte: o Louvre!

Notas:

  • Esqueçam as holandesas e belgas, as parisienses são as mais bonitas! Claro que a Damaris não concorda….
  • Cuidado com os golpes dos africanos! Finja que não fala inglês e fuja deles!
  • Em Paris, coma fast food! Gastei 10 euros em um hot dog e uma coca-cola em uma barraquinha na rua! No McDonalds, duas refeições saíram por 12 euros (lanche, batata média e refrigerante médio, é a mesma coisa que pedir um número no Brasil)
  • Os cafés e as “brasseries” são meio caros. Mas sempre tem alguma coisa muito boa e baratinha que mata muito bem a fome.
  • Até agora, ninguém se recusou a falar inglês comigo.

Diário de viagem dia 9: Bruxelas

Nunca na minha vida inteira imaginei que viria pra Bruxelas. Até chegarmos aqui, eu não sabia nada sobre a cidade.

Nosso hotel tem nome chinês e todo mundo que trabalha nele é chinês. Apesar de parecer muito velho e gasto, é muito confortável. É um pouco estranho porque a privada fica em um banheirinho separado do resto do banheiro. E finalmente encontramos uma banheira decente pra tente tomar banho. Depois de andar o dia inteiro a melhor coisa é encher a banheira de água bem quente pra relaxar um pouco os pés…

Saímos a pé pela cidade. Queriamos visitar dois lugares: a Grand Place e o Atomium. A Grand Place é uma praça bem antiga, pra variar. Tem igrejas centenárias e um hotel igualmente antigo. E como toda a praça européia também é cheia de cafés e restaurantes com mesinhas pro lado de fora. Por mais que isso já pareça comum, a sensasão de chegar em um lugar desses é incrível. Quando você vai se aproximando da praça e começa ver as torres das igrejas, a aparência incrivelmente antiga, começa a andar pelas ruazinhas próximas, não dá pra não pensar em tudo o que já aconteceu ali anquele lugar. A Igrja de São Nicolas, uma das igrejas próximas da Grand Place, já foi destruída e reconstruída várias vezes. Suportou saques, invasões e gerras e está lá, imponente. Entrar dentro de um lugar desses e perceber que a madeira daquele altar está lá uns 400 anos é fantástico!

Tomamos um café na praça e ficamos ali olhando os detalhes das construções. Mas foi nessa praça que eu me senti mais frustrado. Como as construções são enormes, nada cabe na lente da minha câmera. Tive que fazer várias fotografias pra montar panorâmicas no computador depois. Outra coisa que me irrita é que sempre tem muita gente na frente. Basta eu apontar a câmera pra algum lugar e parece que todo mundo quer sair na foto! Já teve momentos em que a gente parou e ficou olhando alguma coisa por um tempo, sem absolutamente ninguém por perto. Mas basta querer uma foto que surge uma multidão de pessoas!

Em Bruxelas existe uma estátua famosa de um garotinho fazendo xixi, o Manneken Pis. Só descobrimos isso quando chegamos lá. Toda lojinha de tranqueiras tem esse bonequinho pra vender, em todas as formas possíveis! Aí resolvemos ir ver a tal estátua. Acho que foi um dos momentos mais cômicos das férias. Por falarem tanto dessa estátua achei ela estaria em uma praça, com uma fonte bonita. Mas não, ela é pequenininha e fica em uma esquina próximo a Grand Place. E ainda você tem que enfrentar uma quantidade enorme de gente na frente dela tirando fotos e fazendo pose!

Fomos então para um dos lugares mais incríveis que eu já vi! O Atomium!! Precisamos pegar o metrô pra chegarmos até lá, então entramos na estação próxima ao hotel. Eu já tinha consultado o Google pra saber qual a estação precisava descer, então era fácil. Entramos e começamos a andar seguindo as placas informando a direção que queriamos seguir. De repente, encontramos os trens. E não passamos por catraca nenhuma, nem ninguém nos pediu tickets. A estação estava bem vazia e os balcões de informações estavam fechados. Achei que a gente tinha entrado pela saída. Mas não, os – complete com o nome que se dá aos cidadãos de Bruxelas – passam os bilhetes em algum lugar que a gente não viu. Entramos no trem mesmo assim.

Quando a gente chegou foi impressionante. O tal Atomium é enorme! Gigante! E pra variar, não coube na foto! Tive que tirar umas bem de longe pra que coubesse ele inteiro! Não é caro pra subir e tem elevador! Claro que a gente foi até a esfera mais alta. Dá pra ver a cidade toda de lá! Mas o mais legal mesmo é olhar por baixo dele! É fantástico.

Pra voltar, encontramos catracas pra entrar no metrô. Mas foi mais fácil. Tinha um funcionário do metrô que nos ajudou e foi até mais rápido do que quando entramos sem pagar.

Notas:

  • As moças de Bruxelas foram as mais bonitas até agora!
  • Em outubro faz frio na Bélgica. Não acredite na previsão do tempo!
  • Tem internet e bebida liberada nas PizzaHut de Bruxelas!
  • Ainda não descobrimos o que os holandeses típicos comem, nem os belgas. Parece que todo mundo só come nesses restaurantezinhos que tem em todo lugar na cidade!
  • A Grand Place nem é tão grande. Mas as igrejas e o hotel que tem lá são históricos e incríveis!
  • Se for a Bruxelas, vá ao Atomium! É simplesmente impressionante!

Diário de viagem dia 8: de Bruges para Bruxelas!

Conseguimos acordar melhor nesse dia.

Fomos de carro até o outro lado do centro histórico para, finalmente, ver os moínhos. Quem diria, passei pela Holanda e não vi moínhos, fui ver moínhos só na Bélgica.

Primeiro paramos o carro numa ruazinha. Não entedia as placas mas como tinha outros carros parados ali não me preocupei. De repente, um casal de franceses que também tinha parado ali perto tirou o carro deles de lá. Perguntei e a moça me disse, em francês, que deveria procurar outro lugar pra parar. Só entendi por causa dos gestos. Mas logo ali na frente tinha uma daquelas máquinas de estacionamento, coloquei umas moedas e ela me deu um ticket de uma hora e meia, achei que era suficiente.

Deu pra fotografar os moínhos, os canais próximos, mais ruazinhas e vielinhas. Depois eu tirei o carro de lá e parei em uma outra rua mais a frente. Ali não tinha placa nenhuma nem máquina de estacionamento. Mas tinha um monte de carros parados. Dali a gente almoçou em um restaurante perto dos moínhos. Estava muito frio. A comida fica gelada rapidinho, é impossível comer tudo enquanto ainda está quente.

Antes de pegar a estrada para Bruxelas, precisava abastecer o carro. Como o GPS estava nos levando por  uma rua bem movimentada, não foi difícil encontrar um posto de gasolina. Aliás, a gente quase não viu posto de gasolina. Acho que demos sorte mais uma vez.

Paramos em um posto. Não existem frentistas na Bélgica. E eu não entendia nada do que estava escrito nas bombas. Pensei que o posto estava fechado, era domingo. Ainda bem que logo atrás da gente parou um casal e começou a abastecer o carro. Aí consegui ajuda. Primeiro você coloca o cartão de crédito na máquina, digita sua senha e qual a bomba você quer usar, só depois a bomba fica liberada para abastecer. De tanque cheio, pegamos a estrada.

No caminho, eu resolvi escolher uma cidade pra conhecer. Entramos em uma cidade chamada Aalst. Escolhi essa cidade porque na placa da estrada ela era representada por um castelo. Aparentemente era uma cidade pequena. Apontei uma “plein” no GPS descemos pra dar uma olhada. Pra variar, a praça estava lotada de mesinhas e gente comendo, bebendo e fumando. Tinha uma igreja bem velha e um monte de escoteiras. Não entendemos o que estava acontecendo e não tinha ninguém que falasse inglês pra explicar.

Voltamos pra estrada. Chegamos em uma cidade grande, mas a gente não sabia que já era Bruxelas. Nos perdemos um pouco do caminho do GPS, andar em uma cidade grande é mais complicado, o GPS te manda virar pra direita, mas existem pelos menos três ruas à direita.

Quando chegamos próximo ao hotel o trânsito era caótico. Não tinha lugar pra parar. Resolvi ir devolver o carro primeiro e voltar da Hertz de ônibus ou taxi. Aproveitei pra abastecer o carro de novo no caminho, dessa vez já sabia o que fazer e foi bem mais fácil.

Nos perdemos um pouquinho pra chegarmos até a Hertz. Um pouco porque a agência que a gente marcou pra devolvermos o carro é em um estacionamento. Você chega, estaciona o carro, veio um tiozinho, conferiu o carro e a documentação e disse com sotaque francês: “you’re good to go”.

Em Bruxelas tudo está escrito em francês e em, eu acredito que seja, holandês (dutch). As pessoas na rua parecem falar em francês, mas muita gente fala em dutch.

Fomos de taxi para o hotel, o taxista falava francês. E, como na Itália, eu fechava os olhos no trânsito, toda hora parece que o cara vai bater ou atropelar alguém! O hotel é confortável. Tudo parece velho, gasto e desbotado. Mas é a melhor cama que dormimos até agora!

Bruxelas me lembra muito São Paulo. Saímos a noite pra jantar e descobrimos uma PizzaHut com internet e bebida liberada! Perguntei pro tiozinho do hotel se era seguro andar pelas ruas e ele me respondeu: “always is, but be carefull”. Na dúvida, deixei minha câmera no hotel.

Diário de viagem dia 7: a Pitoresca Bruges!

Bruges, a cidade de brinquedo. Foi essa impressão que eu fiquei quando saímos pra jantar no dia anterior.

A recepcionista do hotel explicou como chegar no centro. Disse que não era longe para ir caminhando. Bruges não é grande. Ou melhor, o centro histórico não é grande. Descobrimos que a cidade é até bem grandinha.

Saímos a pé do hotel, mas erramos a direção e ficamos perdidos em um bairro residencial. Dá vontade de ir morar nesse lugar. Tudo é muito limpo e organizado. As casas são incrivelmente aconchegantes. Foi a primeira vez que eu me senti na Europa mesmo. Tudo o que me contavam nunca bateu com o que eu via até agora. Nem na Itália, nem em Amsterdam. Mas nós não queriamos ficar vendo casas então resolvemos voltar pro hotel e sair de carro, com o GPS.

A moça do hotel tinha explicado que se parássemos o carro no estacionamento da estação, a gente teria direito a um ônibus até o centro. Pegamos o carro e foi muito engraçado descobrir que a estação é uns três quarteirões do hotel, a gente só errou a direção. Depois de parar o carro, pegamos o ônibus. Também rimos muito quando descobrimos que o tal Markt, uma feira que tem na praça central, era apenas uns 4 quarteirões da estação. Comparando com o que a gente andou em Amsterdam, isso é uma pidada. Mas valeu pela experiência. A educação das pessoas no estacionamento e nos ônibus é muito legal.

A feira é igual a uma feira brasileira mesmo. Só que ao invés de comer pastel, eles comem… frango! Tem uma infinidade de barraquinhas vendendo frango assado, frango frito, frango cru – sim, cru – e eles comem com as mãos, ficam todos engordurados… bem estranho isso. E na verdade não são barraquinhas, são um caminhõezinhos parecidos com motorhomes, que viram uma loja mesmo.

Não tem só frango nessa feira não, tem queijo, linguiças, roupas, casacos, brinquedos, tranqueiras e muito chocolate! É tudo muito limpo e organizado. Dá pra você entrar nos caminhõezinhos como se eles fossem lojas mesmo.

Da feira, a gente foi andar sem rumo pela cidade. A Damaris queria andar de barco nos canais, mas nem canais a gente tinha achado ainda. Tudo aqui nessa cidade é incrivelmente velho. E quase todos os prédios maiores são igrejas. Dei sorte mais uma vez e a torre da igreja principal e mais bonita da cidade estava todo coberto, em reformas. Mas tudo bem, já me acostumei com isso.

Entramos sem querer nos jardins de uma outra igreja, saímos do outro lado, em uma rua que a gente não achava no mapa, mas demos sorte, encontramos um canal! E tinha um lugar onde era possível fazer um passeio de barco pelos canais bem ali perto. E foi o que fizemos. De barco, deu pra ver uns lugares interessantes pra ir como uma outra ferinha de tranqueiras antigas e outras praças interessantes. O barco anda incrivelmente lotado de gente e os “pilotos” são bem carismáticos, fazem brincadeiras com as pessoas, perseguem os patos nos canais, e fazem piadas em quase todos os idiomas que as pessoas falam por ali.

Saímos do barco na melhor rua da cidade, a rua das “chocolaterias”!! Só tem loja de chocolate! Chocolate! Eu sou viciado nesse negócio. Pra variar, gastei uma grana com chocolate!

Depois acabamos chegando mais uma vez na praça onde jantamos na noite anterior. Essas praças são muito legais, são cheias de gente, gente falando, fotografando, brincando, gente perdida. Você ouve gente falando em umas línguas indecifráveis, não dá nem pra chutar que idioma é aquele. E tem muita mesinha com gente comendo, bebendo e, principalmente, fumando. Comer nessas mesinhas do lado de fora dos restaurantes é sinônimo de fumar passivamente.

Como já eram quase seis da tarde a gente resolveu comer por ali mesmo, antes de voltarmos pro hotel. Comemos pizza e experimentamos cervejas diferentes. A Bélgica é conhecida pela sua cerveja, não poderiamos vir até aqui sem experimentar nada diferente. Eu tomei uma cerveja preta, amarga e com gosto de malte torrado. A Damaris pediu uma normal. Mas era bem gostosa também.

Começamos a voltar pra estação onde estava o carro pela rua das lojas. A cidade é bem velha, mas tem muitas lojas chiques! Acabei comprando algumas coisas pra mim, e até agora foi a primeira vez que usei meu cartão de crédito.

Desistimos de andar e resolvemos pegar um ônibus. Mais uma vez, andamos uns três quarteirões de ônibus de tão perto que estávamos da estação. Mas precisávamos pegar o carro, então fomos pra lá.

Essa noite o cansaço nos venceu. Ficamos no hotel. Eu aproveitei pra descarregar todos os cartões de todas as câmeras que levamos. Já são 12 gigabytes de fotos e vídeos. Mais ou menos umas 1500 imagens!