Já que estava em Paris, não me custava ir fazer uma visita ao túmulo de Jim Morrison. Ele está enterrado em Père-Lachaise, um dos cemitérios mais distantes de onde estávamos hospedados. E visitar cemitérios faz parte do meu trabalho, digamos assim.
Então pegamos o metrô, fizemos duas baldeações até descermos na estação em frente ao cemitério. Até comprei um mapa do cemitério, que é bem grande e tem outras “celebridades” enterradas lá, como o pianista Chopin, o químico Gay Lussac, Oscar Wilde e Alan Kardek.
Primeiro fomos ao túmulo do Jim. É onde quase todo mundo que entra nesse cemitério vai. O túmulo dele é cercado e não se pode chegar muito próximo. Li no guia de Paris que eu comprei que as famílias das pessoas que estão enterradas nesse cemitério vivem reclamando dos “malucos” que frequentam o túmulo do vocalista do The Doors. Já existiram pixações indicando o caminho e a lápide do túmulo dele já foi roubada algumas vezes. Mas mesmo assim é cheio de flores e mensagens dos fans. Achei que seria um túmulo grande, mas é um túmulo bem simples até, como outro qualquer. Encontramos muita gente lá. Alguns ouvindo Doors, outros cantando, gente nova e gente “das antigas”. Tem uma árvore bem em frente, cheia de mensagens e trechos das letras das músicas dele.
Depois resolvemos visitar outros túmulos, já que estavamos lá mesmo, não custava nada. Passamos pelo Chopin, cheio de gente em volta também, depois procurei o Gay Lussac mas não encontrei. No caminho para sairmos do cemitério encontramos o túmulo do Alan Kardek. Tinha um busto dele lá e o túmulo estava cheio de flores. Encontramos uma brasileira bem em frente o túmulo. Depois tentei tirar uma foto fazendo “chifrinho” no busto dele, mas encheu de gente em volta. É sempre assim, basta tirar a capa da lente que as pessoas aparecem!
Saindo do cemitério a Damaris tinha que comer uma baguete. Aliás, a Damaris sempre precisa parar pra comer. Sempre no caminho pra algum lugar, ou ela precisa comer ou precisa desesperadamente ir ao banheiro.
Já era meio tarde e a gente ainda queria ir até a Catedral de Notre Dame. Também era um pouco longe dali, então mais uma vez pegamos o metrô. Descemos na estação da Ile de la Citè, bem próximo a Notre Dame. A catedral, aliás, é bem grande e pra variar não coube na lente. A fachada da catedral é chia de gárgulas! É muito bonita. Pra variar, tinha uma fila razoável pra entrar e a gente desistiu. Tinhamos planejado dar um passeio de barco pelo Rio Sena então não tinhamos muito tempo. Ficamos andando em volta dela pra eu fotografar. Depois fomos embora de metrô.
Em frente a Catedral tinha um grupo de dançarinos, “artistas de rua”, muito bons! Ficamos ali vendo eles dançarem alguns minutos. Vimos muitos artistas de rua em Paris, principalmente no metrô, mas esses foram os melhores!
A Catedral de Notre Dame é outro ponto onde existem os aproveitadores de turistas. Tem muito turista. De todos os lugares. Por isso também tem bastante polícia e a presença do exército. Soldados andando com metralhadoras enormes bem a vista das pessoas. Não sei se me sinto mais seguro com isso, mas pelo menos os soldados estavam avisando os turistas sobre os golpes. Logo que chegamos, veio a “romena sofredora” perguntando se a gente falava inglês (lembra de quando chegamos, no metrô?), já tinha aprendido a lidar com elas e saí falando em português, logo ela desistiu. Depois quando já estavamos indo embora, veio os indianos com o “abaixo assinado da Unicef”, você assina e ele fica te pedindo dinheiro insistentemente. Fica a dica pra quem vai viajar.
Essa foi a primeira vez que usamos o metrô em um horário de pico. Na estação já tinha bastante gente e nós ainda deixamos passar o trem algumas vezes pra ver se eles se esvasiavam mas todos estavam sempre bem cheios. Então não teve jeito, entramos com o trem cheio mesmo. Um cheiro insuportável de “cc” dentro (a lenda de que os franceses não tomam banho é verdadeira!). Mas ainda bem que durou pouco, quando trocamos de linha os trens já estavam bem tranquilos.
Descemos na estação próxima a Torre Eiffel pra pegarmos o passeio de barco. Escolhemos um com direito a um “jantar”. Ficamos bem na frente da fila, pra escolhermos um bom lugar no barco. Mas foi bem decepcionante esse passeio. Quando estávamos embarcando começou a chover, então todas as pessoas acabaram ficando na parte de baixo do barco (os barcos tinham dois andares, um embaixo, com um bar e outro em cima, aberto) e um grupo de estudantes americano entrou no barco e tomou conta do bar. Foi irritante. Eles não se importavam em ver os lugares nem se davam conta de onde estavam. Só queriam comer. Quase não deu tempo de comermos o nosso “jantar”, aliás, outra decepção, o jantar era um macarrão instantâneo, feito no microondas, e o vinho servido em um copo plástico. Mas até que estava gostoso. Depois eu só me preocupei mesmo em comer, não ia conseguir ver muita coisa mesmo, as janelas estavam todas respingadas e tinha muita gente em volta. Saímos do barco decididos a dar outro passeio durante o dia, no dia seguinte. Não tinhamos muito mais o que fazer, já era o último dia mesmo.
Quando desembarcamos, em frente a Torre Eiffel, estava chovendo. Felizmente deu pra gente comprar um chocolate quente pra compensar a chuva que tomamos voltando pro hotel. Tivemos que voltar bem rápido porque a chuva estava meio forte nessa hora.
Notas:
- Turistas japoneses são meio malas as vezes, mas nada se compara aos adolescentes americanos!
- Flagramos um garoto fazendo xixi nos jardis de Notre Dame!
- Alguns dos “artistas de rua” merecem um trocado!
- Metrô em horário de pico é igual em todo lugar.
- As francesas são cheirosas, mas o metrô cheio cheio de gente no fim do dia fede!