Diário de viagem dia 4: mais Amsterdam!

Já foi bem mais difícil acordar de manhã. Como pretendiamos ir ao VanGogh Museum que fica praticamente em frente ao hotel e só abria 10h00 aproveitamos pra dormir um pouco mais. Pra piorar, estava chovendo. O dia estava bem escuro e frio, até achei que não ida dar pra fotografar muito nesse dia.

Não gostei do museu. É bem mais caro que a casa da Anne Frank. E eu esse tipo de arte não me agrada. Pra mim são quadros. Ele teve sua importância para a arte moderna mas pra mim são apenas quadros. Vincent VanGogh acabou virando artista porque não deu muita sorte em outros empregos, até foi sustentado pelo irmão mais novo por um tempo antes de conseguir viver de sua própria arte. No museu tem quadros de artistas que viveram com ele ou que foram influenciados por ele. Pra mim a melhor parte foi um painel que mostra como um quadro tão velho é estudado hoje, mostrando como os menores detalhes revelam como o pintor o fez. Não foi tão atoa o passeio, eu encontrei Moleskines na lojinha do museu!

Várias classes de estudantes também estavam no museu. Desde criancinhas de uns  4 ou 5 anos, até adolescentes. É bem legal ver o interesse das criancinhas pelos quadros. Já os adolescentes, são iguais no mundo inteiro, ficavam caídos, jogados nos bancos e nem davam a mínima pra quadro nenhum.

Depois do museu, barco e mais uma vez fomos andar no centro. Tentamos encontrar o coffeshop do filme “Oceans Twelve”  mas não encontramos. Andamos mais um tempão vendo a cidade. As ruas aqui são incrivelmente parecidas. Quase sempre a gente se perde, mesmo com um mapa na mão.

Encontramos outras praças. Outras igrejas. E mesmo nublado, tirei muitas fotos. Acabamos entrando mais uma vez no barco pra fugir da chuva. Passamos algumas estações até que a chuva diminuísse e pudessemos voltar pro hotel.

A noite eu acabei saindo sozinho. A Damaris não quis ir comigo no McDonalds. Como eu queria apenas subir umas fotos e atualizar o diário ela acabou ficando no hotel e eu fui sozinho.

Notas:

  • Você será atropelado por uma bicicleta! Não tem como escapar! Lembre-se, se ouvir um sininho, saia da frente imediatamente!
  • Quase não se vê carros, os que você vê tem motoristas estressados dentro!
  • A sirene da ambulância parece música.
  • Toda igreja tem sinos. E quando vão tocar os sinos, eles tocam por muito tempo! Cheguei até a ouvir “All You Need is Love” em uma delas!
  • Só tem mulher bonita em Amsterdam. Se for feia, é turista!
  • Quase todo mundo fuma. É nojento!
  • Dutch é mais difícil de entender do que alemão!

** Como tenho muita foto, só vou por mais fotos no flickr quando tiver internet no hotel.

Diário de viagem dia 3: Amsterdam

De dia a cidade é incrivelmente mais bonita do que a noite. Os prédios parecem feitos daqueles bloquinhos de madeira que a gente tinha quando era criança. Todas as construções aqui são centenárias. Muito pouca coisa é recente, como alguns restaurantes e cassinos. Na verdade, praticamente todos os prédios são tombados e não podem mais serem modificados.

Nosso hotel é bem próximo ao VanGogh Museum. E bem ao lado do hotel tem um teatro chamado Concert Gebouw. Tem concertos praticamente todo dia, na segunda a noite, quando chegamos, ele estava simplesmente lotado! Bem no início da praça Museuplein, entre o RijksMuseum e o VanGogh Museum fica o “I Amsterdam”. Deu pra tirar bastante fotos e como era cedo não tinha muita gente lá.

Compramos um bilhete pra uma espécie de ônibus-barco pra conhecermos os canais, o ticket vale por 2 dias. É bem legal andar de barco porque você pode ver coisas que não veria se estivesse na rua.

A primeira parada do nosso ônibus barco foi próximo a casa onde morou Anne Frank. Aproveitamos pra conhecer o museu, como era bem cedo praticamente não tinha nenhuma fila e era baratinho. Não tinha expectativa nenhuma de conhecer a casa dessa menina, mas quando saí do museu, fiquei com vontade de comprar o livro. É sufocante ver a forma como aquelas pessoas viveram por quase dois anos, escondidas em uma área secreta da casa, sem poderem sair nem sequer usar o banheiro ou lavar as mãos durante o dia. Ver como os judeus eram perseguidos e tratados como se nem fossem seres humanos é revoltante.

Acho que ficamos umas duas horas no museu. Quando saímos a fila já dobrava o quarteirão. Demos sorte de chegar cedo ao museu porque não tinha idéia do tamanho que teria a fila. E com uma fila daquele tamanho eu provavelmente nem entraria nele.

Depois a gente saiu andar pela cidade. Eu queria fotografar.

Começamos a andar sem saber pra onde ir, simplesmente olhando as coisas. É um pouco complicado porque a toda hora alguém de bicicleta quase te atropela. Você tem que prestar atenção em todas as direções antes de atravessar qualquer rua. As vezes quando você se dá conta está andando em uma ciclovia pensando ser a calçada.

Chegamos mais uma vez à estação central de novo. Estava praticamente tão movimentada e cheia de gente quanto no dia em que chegamos. Meio perdidos, olhando as lojas, começamos a andar na rua principal, que começa em frente à estação central. Muitas lojas e muitos cafés. Logo chegamos na Dam Square. É nessa praça que acontece as grandes festas, onde comemoram o ano novo e assistem aos jogos da copa. Encontramos dois brasileiros ali meio perdidos também que nos deram a dica: todo McDonalds em Amsterdam tem internet grátis.

Voltamos pra casa da Anne Frank pra pegar o barco pra voltarmos pro hotel. Já estava com muitas dores nos pés e ainda queria ir a um McDonalds pra usar a internet. Bom é que nosso hotel é próximo à Leidseplain, uma praça cheia de restaurantes e cafés. É onde fica o Hard Rock Café também, descobrimos isso depois. Dizem que nessa praça é onde fica o copo de cerveja mais caro da Holanda. Tem alguns Coffeshops (o Bulldogs fica nessa praça). E tem também uma pracinha com várias estátuazinhas de lagartos. E tem bicicletas por todos os lados. Como em qualquer outro lugar da cidade.

Notas:

  • Acho que não vale a pena comprar o passe do CanalBus (o ônibus barco que eu contei lá no começo). Se for comprar, compre pra um dia apenas… ou aprenda a andar de ônibus. Você acaba nem andando muito de barco.